O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta de que o Brasil será um agente necessário nos planos de estabilização da Venezuela.
A medida é essencial para que os Estados Unidos consigam atrair empresas petrolíferas para o país da América do Sul, após o ataque norte-americano que capturou Nicolás Maduro e deixou um cenário de incerteza no governo venezuelano.
Assessores próximos do presidente brasileiro afirmaram ao blog que a estratégia do governo é manter uma boa relação entre Lula e Trump, além de um contato próximo com o novo comando do regime venezuelano, para atuar de forma mais intensa para ajudar na estabilização do país.
As mesmas fontes afirmam que a relação com Trump é tão importante que a visita de Lula aos EUA no primeiro semestre deste ano segue nos planos do Planalto, mesmo depois da ação do governo Trump no último sábado (3), para retirar Nicolas Maduro do poder.
O convite foi feito por Donald Trump na última conversa telefônica dos dois presidentes, no final do ano passado.
A estratégia corre em paralelo, mas também cria arestas com o movimento da diplomacia brasileira de criticar o sequestro de Maduro como uma interferência inaceitável dos EUA na Venezuela.
Assessores próximos do presidente Lula reconhecem, no entanto, que manter boas relações com Donald Trump faz sentido na estratégia eleitoral do governo Lula, já que o presidente dos EUA tem escolhido candidatos e tentando interferir em eleições na América Latina – o que poderá ocorrer em outubro, nas eleições brasileiras.
G1