O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD e o afastamento do grupo político comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi confirmada neste sábado (31), em entrevistas ao Broadcast Político e ao programa Frequência Política, e encerra um impasse dentro da base governista da Bahia. Coronel informou que disputará a reeleição ao Senado em 2026 pelo campo de oposição no estado, o que pode indicar o União Brasil como destino do político.
Discurso de independência
Ao comentar a decisão, o senador afirmou que deixa o partido sem submissão política. “Vou sair de cabeça erguida. Não agachado. Isso é uma coisa que não está no meu dicionário. Eu não nasci pra ser subserviente, eu não nasci pra ser capacho”. Coronel disse ainda que já não acompanhava integralmente as posições do grupo no Congresso. “Hoje eu sou senador, Graças a Deus, com independência”, completou.
Crise interna e desgaste no PSD
A saída ocorre após uma crise interna no PSD baiano, intensificada depois da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido. O movimento colocou Coronel e Otto Alencar em lados opostos e aprofundou a tensão após Caiado declarar apoio a ACM Neto na Bahia. Coronel foi acusado de procurar o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, sem conhecimento da direção estadual, o que levou Otto a classificar a situação como “difícil” e uma quebra de confiança.
Cenário político e próximos passos
O rompimento também elimina o conflito sobre as duas vagas ao Senado em 2026, disputadas por Coronel, Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). Em meio ao novo cenário, o senador Otto Alencar será entrevistado na próxima segunda-feira (2), às 8h, no Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, onde deve comentar os desdobramentos da política baiana e nacional.
Metro 1