Os constantes ataques de cães a criações de caprinos e ovinos no município de Ichu têm desestimulado muitos produtores a continuarem com essa atividade, diante dos prejuízos recorrentes e da sensação de insegurança. Em diversos casos, os rebanhos são praticamente dizimados, causando grandes perdas financeiras e também emocionais aos criadores.
Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o criador conhecido como Tibinha da Saúde divulgou vídeos que mostram o resultado de mais um ataque ocorrido em sua propriedade, na fazenda Briosa. Segundo ele, cerca de oito cães invadiram o local durante a madrugada, atacando ovelhas e cordeiros, resultando na morte de vários animais. Conforme Tibinha, somente esse ano, seis animais foram mortos nos ataques.
Além das perdas diretas, Tibinha relatou a tristeza e a frustração ao encontrar os animais mortos, muitos deles criados desde pequenos. “É um prejuízo muito grande, não só financeiro, mas emocional também. A gente cuida, alimenta, acompanha o crescimento, e de repente encontra tudo assim”, lamentou.
Casos como esse têm se tornado cada vez mais frequentes em Ichu e região, gerando preocupação entre os produtores rurais, que pedem providências por parte das autoridades e conscientização dos donos de cães, principalmente em relação à criação responsável e ao controle dos animais soltos.
A situação acende um alerta para a necessidade de ações preventivas, como campanhas educativas, fiscalização e medidas que garantam a segurança das criações e a tranquilidade dos produtores, que dependem diretamente dessa atividade para o sustento de suas famílias.
Em setembro do ano passado, foi lançado um Projeto pioneiro para controle de cães na cidade de Gavião após mobilização do deputado Luciano Araújo e ação do governador Jerônimo Rodrigues.
O Projeto de Controle Populacional de Cães, teria o investimento de R$ 5 milhões por parte do Governo do Estado. A iniciativa previa a compra de castramóveis, mutirões de castração e vacinação, chipagem de animais e campanhas de conscientização, beneficiando 36 municípios dos territórios do Sisal e da Bacia do Jacuípe. A execução aconteceria entre outubro de 2025 e março de 2026, com meta de atender 10 mil cães.
Apesar disso, não se percebe ações efetivas, pois os ataques continuam, deixando criadores desolados e perdendo a vontade de continuarem nessa cultura.
Redação do AL NOTÍCIAS