O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu que a circulação de água no interior de um aterro provocou os buracos no Km 604 da BR-324, na cidade de Simões Filho, localizada na Região Metropolitana de Salvador. O resultado das investigações do órgão foi divulgado nesta terça-feira (18).
Para chegar à conclusão, o departamento realizou sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes no local. O órgão concluiu que a água estava circulando pelo interior do aterro da rodovia e o fluxo provocou o carregamento de parte do material utilizado na estrutura da estrada, formando vazios subterrâneos.
Com a perda do material, a sustentação de certos pontos do aterro provocou os buracos no pavimento. A fim de corrigir o problema, o DNIT determinou a construção de um novo bueiro para permitir o escoamento da água.
A estrutura deve ser implementada por um método “não destrutivo”, o que evitará grandes intervenções na posta e permitirá ações de manutenção.
Além disso, o órgão planeja realizar o tratamento do aterro, com a injeção de material cimentício para preencher os vazios existentes. Ainda não há data definitiva para a conclusão das medidas detalhadas, mas o DNIT afirmou que as soluções já estão em andamento.
Rodovia está parcialmente interditada
No dia 5 de agosto, o DNIT informou à TV Bahia que o fluxo da rodovia seguia parcialmente interditado. A circulação de veículos na região está sendo realizada por meio de duas faixas: uma na pista principal e outra pela via marginal.
Grande congestionamento é formado após BR-324 voltar a ser parcialmente interditada — Foto: Reprodução/TV Bahia
Relembre o caso
O problema começou no dia 7 de julho, quando um afundamento do pavimento provocou a interdição do trecho no sentido Feira de Santana. A pista chegou a ser liberada no dia seguinte, mas uma nova cratera se abriu no mesmo ponto, causando nova interdição total e congestionamentos de até quatro quilômetros.
Durante as obras, técnicos identificaram que o buraco era apenas a parte visível do problema. Sob a pista existe uma galeria de drenagem, localizada a cerca de 22 metros de profundidade e com aproximadamente 180 metros de extensão.
Trecho da BR-324 onde cratera se abriu volta a ser interditado após vazamento em rede de drenagem — Foto: PRF
O problema começou no dia 7 de julho, quando um afundamento do pavimento provocou a interdição do trecho no sentido Feira de Santana. A pista chegou a ser liberada no dia seguinte, mas uma nova cratera se abriu no mesmo ponto, causando nova interdição total e congestionamentos de até quatro quilômetros.
Durante as obras, técnicos identificaram que o buraco era apenas a parte visível do problema. Sob a pista existe uma galeria de drenagem, localizada a cerca de 22 metros de profundidade e com aproximadamente 180 metros de extensão.
Para recuperar a estrutura, foi instalada uma geogrelha, material utilizado para reforçar a sustentação do terreno e reduzir o risco de novos afundamentos.
No dia 14 de julho, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decretou situação de emergência no trecho para agilizar os procedimentos administrativos e jurídicos necessários à recuperação da rodovia, uma das principais ligações entre Salvador e o interior da Bahia.
O trecho chegou a ser totalmente liberado na noite de 19 de julho, depois de cerca de duas semanas de obras.
G1